A maioria dos trabalhadores passam a maior parte do seu dia no ambiente de trabalho e esse reflete diretamente na saúde mental do trabalhador bem como no resultado de suas ações. Pensando nisso, o Hospital de Bertioga implantou, na primeira semana de junho, o projeto Me Escute, para atender as equipes do local. O intuito é trazer conforto e segurança em atuar no atual contexto de pandemia. “Sabemos que a vida desses colaboradores vai além do cenário  hospitalar, e no dia a dia de convivência com nossos colegas de trabalho, podemos notar quando algo não está bem, e percebendo isso, as equipes da psicologia e serviço social resolveram abraçar não somente as demandas referente ao novo coronavírus, mas também todo e qualquer tipo de sofrimento pelo qual o funcionário possa vir a estar sentindo”, explicou a diretora, Ana Patrícia Palma.

O olhar diferenciado voltado para os protagonistas do Hospital de Bertioga tinha como objetivo alcançar o maior número de pessoas atuantes (assim como os afastados) para que com isso a qualidade de vida dentro e fora do hospital fosse minimamente resgatado. A princípio não houve tanta demanda, e olhares desconfiados e tímidos surgiam. Contudo, com 20 dias de projeto anunciado, a demanda aumentou o triplo, fazendo com que o projeto se tornasse não somente um serviço voltado para os funcionários, mas um abraço acolhedor de tudo que envolve a vida do outro. O serviço também estende-se a familiares, por meio de contato diário por telefone.

Depoimentos de funcionários comprovam a eficácia da iniciativa (as identidades foram preservadas):

“Tenho tido atenção e carinho pelos profissionais da área, sou muito grato”.

“Não envolve só o Hospital, mas nossa vida fora daqui. A equipe se preocupa com isso”.

“Eles tocam onde dói, mas para curar. É bom saber que somos notados quando não estamos bem”.

“Estava cheia de angústias e a equipe me acolheu, já sinto muita diferença”.

“O atendimento psicológico é maravilhoso, me ajudou no momento que mais precisei. Agradeço a atenção de toda equipe que me tratou tão bem”.