A manhã da sexta-feira, 31, foi marcada por uma ação especial. Em um dos leitos de uma das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Urgências de Goiânia Dr. Valdemiro Cruz (Hugo), um som diferente. Eram enfermeiras, técnicas, psicólogas, o pessoal do Serviço de Relacionamento e fisioterapeutas que comemoravam o aniversário de uma das pacientes. Assim como todos os pacientes do hospital, mulher não pode receber visitas presenciais, mas falou por chamada de vídeo com parentes.

A paciente Maria Terezinha Araújo, agora com 66 anos, foi vítima de acidente de trânsito com atropelamento por ônibus, no dia 29 deste mês. Ela foi atendida na emergência do hospital, e foi confirmado por exames de imagens que ela sofreu fratura na perna direita. Dona Terezinha precisou passar por procedimento cirúrgico e desde que saiu da cirurgia, é acompanhada de perto pela equipe da UTI, durante a recuperação. Ela respira espontaneamente, e tem estado de saúde regular.

“Sabe que dia é hoje”, pergunta uma das enfermeiras. A paciente, pouco depois de acordar, responde: “Não estou me lembrando bem.” Ela é informada da data, e já se anima: “É meu aniversário!” Logo que os profissionais do hospital começaram a cantar o ‘parabéns à você’, dona Terezinha não conteve a emoção. Ela recebeu das mãos de uma colaboradora um cartão, previamente higienizado, com a mensagem que desejava o que há de melhor nesta data. A ligação de vídeo para a família também foi marcada pela emoção.

“Procuramos sempre fazer com que o paciente passe o tempo que está aqui no Hugo da melhor forma. Uma ação simples como essa muda muito o dia do paciente. Estudos apontam que situações como a de hoje, proporcionam a melhora no quadro clínico, o que corrobora para que o tempo de internação seja reduzido. Se o que fez com que o paciente chegue até o Hugo foi algo traumático, a estadia dele tem que ser humanizada”, esclarece a diretora-geral do hospital, Dulce Xavier.

A ação que acontece com a Dona Terezinha é feita diariamente, com pacientes internados na unidade. Responsável pelo Serviço de Relacionamento do Hugo, Ariana Leonel esclarece que esse tipo de trabalho faz parte da filosofia da unidade e foi fortalecido durante o período de pandemia. “Eles não podem receber visitas presenciais, então, fizemos um jeito de que a família possa estar com eles nestes momentos e que esses pacientes não sintam que a data passou em branco”.