A data é simbólica; é comercial; é apenas mais um dia no calendário; quem é pai, é pai todos os dias; é dia de homenagear a quem registrou no cartório; é dia de agradecer a quem foi escolhido e aceitou SER PAI! É tudo isso junto. Mas a data existe e está aí, na mídia, no comércio, nos lares, nas memórias, nas emoções positivas e nas negativas também. E para os profissionais que trabalham num Hospital de Campanha e dão plantão no Dia dos Pais? Como será este dia para eles?

“Para mim é um dia diferente. Como eu não tenho mais pai, eu me consolo, parabenizando os colegas que são pais, enquanto sirvo o almoço de cada um”  – Conceição Campos, copeira.

“É importante eu estar aqui trabalhando, mesmo sendo o Dia dos Pais. Porque é daqui que eu vou tirar o pão de cada dia de meus dois filhos, pagar o colégio, comprar os remédios, as roupas e dar um pouco de lazer a eles… E quando chego em casa, tem todo um processo de higienização, para só depois eu dar os abraços” –  Jean Vieira, Auxiliar de Serviços Gerais, pai de Irlan de 5 anos e Isabbeli de 2 anos

“Para mim, é um dia normal que o comércio inventou para vender um pouco mais. Quando meu pai era vivo, ele era pai para mim todos os dias e eu o homenageava sempre. Hoje, eu sou pai e mãe de meu filho. E não comemoro nem o Dia dos Pais, nem o Dia das Mães, só nestes dois dias, mas todos os dias” –  Leidjane Santiago, Técnica de Enfermagem, pãe de Luiz Guilherme de 6 anos

“Difícil estar aqui hoje. Mas estou trabalhando por minha filha, também. A saudade de nossos filhos, nesta fase de pandemia, só quem é pai e mãe sabe. Estamos num combate, numa luta mundial. Uma situação complicada. Perdi dois tios, recentemente, para a Covid, que eram como pais para mim. Mas eu tenho minha filha!… Que já me deu hoje cedo, um “bom dia papai, eu te amo”… Estou há cinco meses distante da minha guria. Mas diante desta situação, a gente tem de estar firme e forte, de pé” – Juan Silva, Ajudante de Cozinha, pai de Pérola de 3 anos

A feijoada do domingo

E pensando no simbolismo para uns, na normalidade para outros e na saudade para muitos, o Serviço de Nutrição do Hospital Espanhol teve o cuidado e o carinho para preparar um almoço especial. Sim, especial e merecido. Porque plantão aos domingos, já não é tão fácil para quem curte ficar com a família, quanto mais num segundo domingo de agosto, no Brasil…

O refeitório ficou todo enfeitado de corações infláveis e gravatinhas de papel, som na caixa e no cardápio, a tradicional feijoada – para lembrar os almoços em família – e panquecas para os adeptos de uma dieta mais leve. Para adoçar o dia, a opção de refrigerante, além de suco, e cocadas de sobremesa. Foi gostoso!

A nutricionista Daniela Alcântara, responsável pelo serviço de nutrição no almoço comemorativo, estava emocionada: “É uma tradição brasileira, celebrar certas datas. Não dá para deixar passar em branco. Nos preocupamos com a decoração e o cardápio diferente. Eu não tenho mais pai vivo, mas confesso que me emocionei, durante o almoço, e me senti como se eu fosse um pai”.

Em ações como esta, o INTS cuida dos seus mais de cinco mil colaboradores que cuidam de milhares de vidas!