Ele ficou 16 dias internado por complicações da doença, mas conseguiu se recuperar e está de volta à família: “prometi ao meu filho que o veria formar”, disse

“No dia que entrei aqui, trazido por uma ambulância, meu filho pegou nos meus cabelos e me disse: ‘pai, o senhor tem que voltar para ir à minha formatura.’ Naquela hora, eu olhei para o céu e disse: O pai vai voltar!” Foi com esse discurso de agradecimento que o sargento Antônio Carlos Custódio, de 57 anos, da Polícia Militar, recuperado da COVID-19, saiu do Hospital Estadual de Urgências de Goiânia Dr. Valdemiro Cruz (Hugo), na tarde desta sexta-feira (26). Ele foi recepcionado na porta da unidade pela família e pelos colegas de farda, do Batalhão de Choque.

Custódio internou no dia 10 de março, no Hospital de Campanha para Enfrentamento do Coronavírus (HCamp) de Goiânia. Ele foi transferido para o Hugo cinco dias depois. O sargento conta que os dias de tratamento foram difíceis, mas que foi graças à fé e aos profissionais, que conseguiu a recuperação. “Primeiro dia que cheguei, meu parceiro de quarto morreu. No segundo dia, morreu o outro. É doído. Mas só tenho a agradecer a eles (equipe do hospital), que foram me dando força. Muito obrigado pelo tratamento. Só tenho que agradecer a Deus, em primeiro lugar e à cada um de vocês”, revela.

O policial ainda disse que um dos momentos mais dramáticos que viveu, foi quando a equipe chegou a cogitar a possibilidade de ele ser intubado. “Um dos médicos veio com o tubo. Aí veio uma médica e uma fisioterapeuta, ambas baixinhas, e avaliaram para esperar mais um pouco. Elas colocaram uma máscara de oxigênio em mim, e com isso eu fui recuperando aos poucos e melhorei, sem precisar do tubo, porque eu tive muito medo. Deus foi poderoso e deu esse tempo para elas tentarem pela minha vida”, disse.

Ele ainda fez elogio para toda equipe: “Ele está sempre de portas abertas, esse Hugo, para todos os irmãos do Centro Oeste. Os médicos, as enfermeiras, os copeiros, aqui tem uma equipe que fica 24 horas correndo de um lado para outro, cuidando, lapidando, para que a vida permaneça em você. Eles oram pela gente”, disse o sargento Custódio.

Antes de deixar as dependências da unidade, já na área externa do hospital, ele agradeceu pessoalmente ao diretor administrativo do Hugo, para que toda a gratidão dele ecoe aos colaboradores. “Essa é a nossa missão, e nós nos sentimos orgulhosos de servir bem aos povo goiano”, respondeu o diretor Luciano Fingergut. O policial, os colegas de farda e os familiares rogaram em agradecimento, com a oração das Forças Especiais, que encerra: “É pelo Senhor que nós combatemos. E a Ti pertencem os louros por nossa vitória”.