Michell Machado em parceria com o artista Valdir Mendes fizeram grafites por toda a cidade em homenagem aos heróis da saúde

Em meio às diferentes dificuldades enfrentadas por quem trabalha com saúde, principalmente nesta pandemia da Covid-19, há também na outra ponta o carinho e o reconhecimento dos pacientes curados. Todo esse carinho chegou até a equipe do Hospital Regional de Itumbiara São Marcos e de todos os profissionais da saúde em forma de arte.

Para agradecer o tratamento recebido, o carinho, dedicação e desempenho dos colaboradores da unidade, o paciente Michell Machado, de 42 anos, que é psicólogo e diretor da Associação Ser livre, gestora da Comunidade Terapêutica de Itumbiara, em  parceria com o artista Valdir Mendes de Araújo fizeram grafites por toda a cidade em homenagem aos heróis da saúde.

Michell conta que quando estava internado no HCamp de Itumbiara viu o envolvimento dos profissionais com os pacientes. “Eu também trabalho na saúde. Sou psicólogo e atuo com dependentes químicos há 20 anos. Eu sei como é desafiante o nosso trabalho, e no ambiente hospitalar vi uma equipe lutando para cuidar do paciente com carinho e respeito”, afirma.

O psicólogo revela que fez uma ‘promessa’ que se saísse do hospital bem, homenagearia os profissionais da saúde. “Quando estava hospitalizado me veio a ideia de honrar os trabalhadores da saúde quanto tivesse alta. Convidei o Valdir da associação para concretizar a ação”, explica Michell.  Valdir afirma que também foi tocado por Deus para fazer as artes. “É um projeto muito bonito que realizamos. Tiramos tudo do nosso bolso e hoje recebemos algumas doações de pessoas que se sensibilizaram com o trabalho”, disse o artista.

Os grafites são realistas e emocionam não só os profissionais da saúde, mas todos que passam por eles. “Nossa intenção foi honrar esses profissionais que estão enfrentando e sofrendo com a pandemia. Até dezembro vamos desenvolver o projeto na cidade”, ressalta Michel. Michell Machado ficou internado no HCamp de Itumbiara por oito dias, durante o período de hospitalização ficou na enfermaria. Ele teve um comprometimento pulmonar de 50% e usou oxigênio por meio do cateter nasal. Após melhora do quadro de saúde, ele teve alta e pôde voltar para o aconchego da família.