Semana de Cuidados Paliativos reúne ações no Hospital Espanhol

13 de outubro de 2020

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Você sabia que o segundo sábado do mês de outubro é celebrado o Dia Mundial de Cuidados Paliativos? Em comemoração, membros da Comissão de Cuidados Paliativos do Hospital Espanhol soltaram 10 balões azuis, em frente à unidade de Saúde, no bairro da Barra, em Salvador. Em cada balão, uma palavra representava a filosofia do paliar: afeto, amor, conforto, cuidado, cuidados paliativos, espiritualidade, qualidade de vida, saudade, velar. “São palavras que referem às necessidades trabalhadas na prática de Cuidados Paliativos, que é o conjunto de práticas com ênfase no cuidado integral, em pessoas que enfrentam doenças ameaçadoras da vida”, explica a médica intensivista, Dione Machado, membro da Comissão de Cuidados Paliativos do Hospital Espanhol.

No dia 09/10, foi dia de palestra sobre a importância do olhar filosófico, humanístico e espiritual do paliativismo. E por que não dizer holístico? Na prática dos cuidados paliativos, o paciente é enxergado e compreendido como um todo. Levando-se em conta, além do seu quadro de saúde, suas questões pessoais, como familiares, crenças, valores, religiosidade e o que possa fazê-lo se sentir quem ele é como pessoa. E não apenas como um número de leito. Os cuidados paliativos estão inseridos no processo de humanização da saúde que vem evoluindo muito, em todo o mundo. “Costumo dizer que cuidados paliativos são a assistência ao sofrimento, quando não há mais uma terapêutica que possa controlar a progressão da doença. Estes cuidados são baseados em quatro pilares: o físico, o psíquico, o espiritual e o social – englobando a família, como base”, afirma Karoline Apolonia, médica intensivista do Hospital Espanhol.

Profissionais das enfermarias também receberam treinamentos, esclarecimentos sobre mitos e verdades do paliativismo e participaram de dinâmicas envolvendo o profissional como foco de cuidado. Alongamento corporal, trocas de sentimentos do momento, escutas e acolhimentos envolveram os participantes que tiveram a oportunidade de olhar para si, para o colega e, juntos, se fortalecerem. “Agora eu entendi que os cuidados paliativos podem dar uma melhor qualidade de vida a quem cuida. E assim, o paciente vai ter uma melhor qualidade no seu tratamento” – concluiu Emanuele da Silva, técnica de enfermagem do Hospital Espanhol.