Hospital Espanhol completa seis meses como um Centro de Tratamento Covid

23 de outubro de 2020

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“Se não fossem os esforços das equipes de profissionais que aqui estão, arriscando suas próprias vidas para salvar outras, nós não teríamos chegado até aqui. Eu agradeço a todos vocês, de coração. Muito obrigado!” Esta foi parte da fala do infectologista Roberto Badaró, Diretor Médico do Hospital Espanhol, na tarde desta quinta-feira (22). Ele falou para um grupo em torno de 50 colaboradores, representando os mais de 400 que trabalham no Hospital.  Nesta data, eles celebraram os seis meses de funcionamento do Hospital Espanhol como um Centro de Tratamento Covid-19, referência na Bahia. Na noite do dia 22/04/20, o Hospital recebeu seus cinco primeiros pacientes contaminados pelo coronavírus. Até o último dia 21/10, já havia contabilizado 1.592 internações e 1.090 altas.  “É uma luta, entre curas e perdas. Uma batalha diária, entre a vida e a morte. Mas é compensador podermos nos doar e ajudar, num momento de pandemia mundial” – comentou a Diretora Geral do HE, Dra Thayse Barreto.

Este semestre de trabalho árduo foi marcado por um encontro das equipes de heróis da saúde, na balaustrada superior do Hospital, ao ar livre, sob mangueiras, debruçada para a Baía de Todos os Santos. Local onde acontece, em todas as últimas quintas-feiras de cada mês, o projeto A Música Une. Quando colaborares tocam e cantam para os colegas, durante o pôr do sol. É um momento de integração e descontração para aqueles que trabalham em um ambiente contaminado por um vírus ainda sem controle da ciência e minado de fortes emoções.

O aniversário de seis meses, coincidiu com o dia da 4a sessão do A Música Une. Além de música, e da fala do Diretor Médico, os colaboradores rezaram um Pai Nosso, em memória dos pacientes que perderam a luta para a Covid e leram juntos, de forma uníssona, o poema de Bráulio Bessa: “Definição de Saudade”. Foi uma tarde de muita emoção e, acima de tudo, união. A integração dos colaboradores é notável e fundamental, nesta gincana pelas vidas. Dos pacientes e deles também.

Em nome do INTS, a colaboradora Patrícia Viana, responsável pela Controladoria do Hospital Espanhol, enfatizou o agradecimento à dedicação e ao comprometimento de todos e relembrou: “A gente também precisa cuidar de quem cuida. Este é o nosso momento mensal, em que reabastecemos nossos corações”. A surpresa da tarde, que aconteceu de improviso e com a espontaneidade que costuma pairar no Hospital Espanhol, foi quando Dr Roberto Badaró, referência em infectologia no Brasil, assumiu o violão e também fez a música unir os corações dos colaboradores. Poucos sabiam ou conheciam o seu lado musical.

Os colaboradores leram o que Bráulio Bessa escreveu:

“Já vi muita evolução

pro bem da humanidade,

vi cientistas curando

tudo que é enfermidade.

Mas até hoje eu duvido,

inventar um comprimido

pra aliviar a saudade”.

E quem não torce pela descoberta de um comprimido para aliviar a saudade? Mas torcemos para os cientistas descobrirem antes, a vacina contra a Covid. Porque esta enfermidade é a maior causadora da saudade.