Trabalho manual é estimulado para passar o tempo, diminuir a ansiedade e estresse com atividades durante a internação

A enfermeira Katianne Cerqueira ficou muito feliz na manhã de hoje durante a rotina de cuidado com os pacientes do segundo andar do Hospital Estadual de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz (Hugo). A paciente Marli de Fátima Rosa, de 60 anos, presenteou Katianne com um tapete de crochê verde e vermelho. O objeto foi costurado por Marli na enfermaria do Hugo. De acordo com a psicóloga Mônica Lélis, o estímulo à atividade manual no ambiente hospitalar ajuda o paciente. “É uma arte-terapia para diminuir a ansiedade e ajudar no tratamento.”

Mônica destaque os trabalhos manuais ocupam a mente e o corpo. “É importância porque o paciente fica menos estressado, menos ansioso e o tempo passa mais rápido. É um benefício que o paciente tem no hospital quando consegue ocupar a mente fazendo qualquer atividade”, explica a psicóloga.

A vontade de Marli de costurar o tapete de crochê veio por conta própria. Mônica diz que houve uma sugestão para que a paciente desenvolvesse alguma atividade para ela passar o tempo, com um exercício cognitivo. “Como ela já sabia, dona Marli escolheu fazer o crochê.”

Com suspeita de câncer no intestino, Marli já esteve internada no Hugo em junho. Na semana passada, ela foi pedida em casamento pelo marido, Alencar Inácio da Silva, de 46 anos. Os dois moram juntos em Pires do Rio há 28 anos, mas nunca tiveram uma cerimônia de casamento, que é um sonho de Marli.

Carinho

“Como tem tempo que estamos juntas no Hugo, ela adquiriu um carinho por mim. Sempre lembra do meu nome, gosta de conversar”, conta Katianne sobre a rotina de Marli na internação. A enfermeira afirma que adorou ganhar o tapete que a paciente costurou durante o tratamento na enfermaria do Hugo. “Outras pessoas tinham pedido, mas ela quis me dar”, agradece.

Para Katianne, quando isso acontece, de um profissional de saúde ser reconhecido pelo bom atendimento ao paciente, é algo gratificante. “Porque sentimos que estamos no caminho certo para um bom cuidado e fazendo a diferença na evolução do paciente. Fico muito feliz”, destaca a enfermeira.