Padre Darlei Maia, da Comunidade Católica Nova Aliança, comandou celebração nos corredores do Hospital Estadual de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz

“Sopra, Espírito Santo”, ecoaram a vozes de pacientes, parentes e profissionais de saúde na tarde desta quarta-feira, 24, nos corredores do Hospital Estadual de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz (Hugo). Em atividade promovida pela Comissão de Humanização do Hugo, o padre Darlei Maia, da Comunidade Católica Nova Aliança celebrou uma missa de confraternização entre as equipes de saúde da unidade, pessoas que estão internadas em tratamento e acompanhantes.

O que era uma reunião de poucas pessoas no final do corredor do térreo que fica próximo à Unidade de Terapia Intensiva 4 (UTI 4) do Hugo, aos pouco foi ocupado por dezenas de pessoas, entre funcionários, pacientes, parentes de pessoas internadas e visitantes que estavam na unidade. No início da celebração, após cantar as primeiras músicas, houve um pedido de oração pela vida dos pacientes e que Deus pudesse confortar os parentes no momento angustiante e sofrido que é a recuperação de um problema de saúde de alguém da família.

Um servidor do Hugo foi convidado para ler a palavra durante a celebração. Em seguida, padre Darlei fez questão de destacar a presença da cruz de madeira no fundo do local onde as pessoas estavam reunidas na unidade. O religioso explicou a simbologia da cruz, um objeto que pode trazer uma frieza, mas que, na verdade, simboliza a manifestação do amor de Deus pelos homens. “Um Deus que enxerga a sua luta, um Deus que enxerga a sua dor. Que olha diante da sua alegria. Que Ele possa te acolher, te abraçar”, se direcionou aos presentes o religioso.

Além do momento de fé e esperança, as pessoas que acompanharam a missa receberam rosas brancas da presidente da Comissão de Humanização do Hugo, Célia Regina Losano dos Santos. Para a profissional, trazer a celebração para dentro do hospital é uma oportunidade de aquele paciente, parente ou profissional da unidade poder professar a sua religiosidade e encontrar naquela hora um ponto de apoio, força e conforto.

Até porque trata-se de um ambiente hospitalar, no qual nem sempre as notícias são todas boas. Pacientes se recuperam, mas o agravamento do quadro de saúde de outros acaba por ser irreversível. Por isso mesmo, o padre pediu, durante a missa, para que as atenções fossem voltadas aos que se foram, para que eles “possam ser acolhidos na luz do Senhor”. Ao final, o padre Darlei Maia agradeceu a oportunidade de celebrar com os presentes, já com planos de transformar aquele primeiro encontro em uma missa mensal, na última quarta-feira de cada mês.

Gratidão e concentração
“É uma graça de Deus para nós estarmos aqui no Hugo”, agradece o padre pela oportunidade de trazer uma palavra de conforto e união às pessoas que estão na unidade. Para o religioso, o desafio em lidar com o ambiente hospitalar vem do cuidado de respeitar o ambiente de trabalho das equipes de saúde, o momento diferente vivido por cada paciente e acompanhante em seu tratamento, com o devido preparo, inclusive na hora da confissão.

“É um local com pessoas entrando e saindo a todo momento. É preciso ter o cuidado de se concentrar com aquelas pessoas que estão ali para que elas possam se sentir únicas, mesmo em um ambiente no qual o respeito com a rotina de trabalho e atenção à saúde precisam ser preservados”, pontua o padre.