Na manhã desta quinta-feira, 18 de maio, a área externa da UPA Estadual de Feira de Santana, administrada pelo Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde (INTS) foi palco de uma importante ação alusiva ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes. O evento organizado pelo Grupo de Trabalho Humanizado (GTH/UPA) teve como objetivo conscientizar e alertar a equipe assistencial da UPA sobre a importância desse tema tão delicado. A palestra foi ministrada pela Dra. Veronica Moreira Miranda, Assistente Social e Advogada especializada na área.

Maria Izabel Rocha, coordenadora do Serviço Social da UPA, expressou a confiança desse tipo de iniciativa. Ela enfatizou que, “embora a UPA não seja uma porta aberta para casos de abuso, quando a equipe identifica uma criança vítima deste tipo de situação é acolhida imediatamente e toda a rede de proteção é acionada, incluindo o conselho tutelar e a delegacia da criança e do adolescente”.  Ela enfatizou que o evento veio para conscientizar e alertar toda a equipe sobre esse tema tão importante, e que o serviço social desempenha um papel fundamental no suporte aos casos identificados.

Por sua vez, Carlos Lopes, assistente social da unidade,  destacou a responsabilidade do serviço social em obter conhecimentos abrangentes, tanto no âmbito do acolhimento emocional e assistencial às vítimas, quanto no aspecto jurídico. “O evento realizado hoje contribuiu para compartilhar esse conhecimento com as demais equipes da unidade, permitindo que todos estivessem preparados para abordar de forma correta os casos de abuso e exploração sexual e garantir os direitos das crianças e adolescentes vítimas”, afirmou Carlos.

Ainda de acordo com a opinião de Izabel, a palestra da Dra. Veronica Moreira Miranda trouxe informações valiosas sobre a identificação dos sinais de abuso e exploração, os procedimentos a serem adotados, o apoio psicossocial às vítimas e suas famílias, bem como o encaminhamento adequado para a justiça. A conscientização e capacitação dos profissionais de saúde são essenciais para combater esse grave problema social. “Através do envolvimento de toda a equipe e da conscientização sobre o tema, espera-se que os casos sejam identificados precocemente e que medidas efetivas de proteção e amparo sejam tomadas em benefício das vítimas”, concluiu.