Milésimo bebê nasce na Maternidade Municipal Lourdes Nogueira e aprovação chega a 98% 

22 de abril de 2024

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Veio ao mundo, na noite do último sábado, 5, o milésimo bebê nascido na Maternidade Municipal Lourdes Nogueira, o pequeno Ravi, com 51 centímetros e pesando 3,370 kg. Sua mãe, Ana Carollayne Florêncio dos Santos, de 23 anos, moradora do bairro Santa Maria, deu à luz de parto normal, enchendo a família de emoção e expectativas para o futuro. O momento foi marcado com uma comemoração merecida, afinal, além de chegar à marca significativa, a primeira unidade materno-infantil do Município galgou, ainda, 98% de aprovação, de acordo com pesquisas internas, um percentual mais do que expressivo.

Situada no bairro 17 de Março, a maternidade tem se tornado referência no estado, sobretudo pela qualificação da equipe multidisciplinar e pelo tratamento humanizado desde o primeiro atendimento, seja com gestante, bebê e até mesmo acompanhantes. O resultado positivo é demonstrado, ainda, através do acolhimento não só a pessoas de Aracaju, mas de outros municípios de Sergipe e até da Bahia.

Nos 112 dias de funcionamento, a unidade realizou 1.011 partos, sendo 384 cesáreas, 627 normais (62,1% dos partos realizados). Destes, 506 do sexo feminino e 505 sexo masculino. Dos partos, 702 (69,5% do total) foram de Aracaju, e outros 309 bebês oriundos de outros 41 municípios, sendo 39 sergipanos e dois da Bahia (Rio Real – 2 partos, e de Fátima – 1 parto). A maternidade realizou, ainda, 3.000 procedimentos entre consultas, exames, atendimentos de urgência e emergência neonatal e obstétrica.

“São mil crianças nascidas de uma forma digna. Essa é uma maternidade que foi pensada para dar um tratamento diferente às mulheres e gestantes, um acolhimento diferente, e poder proporcionar que a gestante tenha o filho da maneira como ela deseja. Isso tem dado certo, tanto que chegamos a um grau de satisfação de 98%, o que representa muito pra gente, significa dizer que todo o trabalho que temos feito, desde 2017 para cá, quando retomamos o projeto dessa unidade, quando brigamos para que o Ministério da Saúde não tomasse o recurso que tinha sido alocado aqui, até o modelo de gestão que tinha sido pensado. Chegamos à milésima criança nascida, com pessoas satisfeitas e isso nos dá energia para continuarmos trabalhando, fazendo ainda mais, tanto para as mulheres e gestantes, como também para os bebês que estão nascendo num ambiente acolhedor”, destaca a secretária municipal da Saúde, Waneska Barboza.

Para a diretora geral da maternidade, Rita de Cássia Leal de Souza, alcançar 98% de aprovação é reflexo de um processo de trabalho humanizado e focado nas relações, nas quais estão inseridos todos os profissionais que atuam na Maternidade Municipal Lourdes Nogueira.

“Satisfação é o prazer advindo da realização do que esperamos e [as gestantes] quando procuram a maternidade estão esperando nada mais do que respeito, dignidade e uma boa assistência. E essa aprovação é fruto disso, é de atender a paciente, respeitar e realizar o que ela espera. Alguns pontos merecem destaque como a garantia de acesso a uma ambiência acolhedora e humanizada, o acolhimento e uma escuta qualificada da paciente, dignidade no atendimento não só ao paciente, mas também aos seus familiares, e toda a sua rede de apoio. O engajamento no cuidado de toda equipe multidisciplinar, respeitando o direito de todos, na perspectiva dos direitos do cidadão, e principalmente respeitando o protagonismo da mulher”, reitera Rita.

Para a mãe do pequeno Ravi, a emoção transbordada foi reflexo do cuidado recebido, desde a recepção da maternidade. “Não tenho nem palavras de tanta emoção. Essa maternidade e a equipe que me atendeu vão ficar para sempre no meu coração e na vida do meu filho. Já sou mãe de uma menina de 5 anos e o parto dela, realizado em outro lugar, foi completamente diferente. Aqui na Lourdes Nogueira não me senti só em nenhum momento. Tive algumas complicações e, no momento de dor, eles estiveram comigo, me ajudaram, incentivando, me dando coragem, e eu consegui ter o meu bebê. Isso faz toda a diferença”, relata Ana Carollayne.

Satisfação

Os relatos de emoção e acolhimento são muitos, como o de Wagnar de Jesus Vieira, morador da capital que deu à luz ao casal de gêmeos Ravi Vieira da Silva e Rayanna Vieira da Silva. Ela conta que precisou deixar os filhos na maternidade por mais dez dias, tendo que voltar para casa e aguardar a alta dos bebês.

“Apesar de eu ter mais quatro filhos, parece que foi a minha primeira vez porque é uma maternidade exemplar, todos nos tratam com muito respeito, as equipes são maravilhosas, desde a recepção até a cozinha, que faz uma comida de primeira qualidade. Foi uma experiência única, acho que foi a melhor coisa que aconteceu em Aracaju, principalmente no 17 de Março. Eu penso que as mulheres precisam se sentir seguras e na maternidade é assim. Meus filhos precisaram de assistência após o parto, ficaram mais dez dias para realizar um tratamento e tomar alguns medicamentos. Eu vinha para casa e a equipe tomava conta dos meus filhos, quando eu ia para a maternidade, eles tomavam conta de mim, me pediam para descansar. Foi uma experiência que não tive em nenhuma outra maternidade”, conta.

Outra mãe que há cerca de 20 dias passou por um parto normal da unidade foi Laina Luiza da Silva Moura, moradora de Nossa Senhora do Socorro. Ela deu à luz ao primeiro filho, Luiz Henrique das Virgens Silva Moura, e relata como foram os três dias e meio que passou na maternidade.

“Fui bem atendida na recepção e na sala de triagem também. Antes de ir para a sala de parto, fiquei na sala de observação e fui muito bem assistida pelas enfermeiras. Quando fui para a sala parto o atendimento foi excelente. A obstetra e a auxiliar me acompanharam o tempo inteiro na sala, se revezando entre fazer força e me animar, me ajudando a não desistir do parto normal. Fizeram vários exames no bebê e as pediatras, cardiologistas, nutricionistas, psicólogas, assistentes sociais passavam todos os dias para nos avaliar. As auxiliares e técnicas de enfermagem traziam e levavam o bebê para fazer os exames enquanto eu não podia ir. O pessoal da limpeza e da cozinha são sempre muito educados e o ambiente sempre muito limpo e higienizado”, pontua Laina.

Estruturada

Construída no bairro 17 de Março com um investimento superior a R$18 milhões, a Maternidade Lourdes Nogueira ocupa uma área de 7,6 mil m² e possui um edifício de quatro pavimentos. Com 50 leitos obstétricos, 10 leitos de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), 15 leitos de Unidade de Cuidado Intermediário Convencional (UCINCO) e a inovadora Unidade de Cuidados Intermediários Canguru (UCINCA), que promove o contato pele a pele do bebê com a mãe e/ou pai, seguindo o conceito de atendimento humanizado preconizado pela Organização Mundial de Saúde.

São oito quartos de PPP (pré-parto, parto e pós-parto), que são salas com alguns equipamentos fisioterapêuticos, com uma equipe multidisciplinar disponível justamente para ajudar a mãe a encontrar a melhor forma de ter seu filho. Além disso, a maternidade é referência para mulheres de outros municípios que têm o desejo de ter os filhos de maneira natural.

Para fortalecer a abordagem humanizada no atendimento, a maternidade oferece um serviço multidisciplinar que garante um acompanhamento abrangente desde a chegada da paciente à unidade. Uma equipe composta por psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas, fonoaudiólogos e assistentes sociais trabalha em conjunto para proporcionar o melhor cuidado.

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