A Maternidade Municipal Lourdes Nogueira (MMLN), administrada pelo Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde (INTS), promoveu nesta quarta-feira uma palestra em alusão ao Outubro Rosa, com o objetivo de conscientizar colaboradores sobre a importância da prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama. O evento contou com a participação do mastologista e médico regulador da MMLN, Jonatha Maurilio, que destacou os principais métodos de rastreio e os fatores de risco associados à doença.
Em sua palestra, Jonatha abordou a relevância de campanhas como o Outubro Rosa, que, apesar de concentradas em outubro, trazem um alerta necessário para todos os meses do ano. “O câncer de mama é o segundo mais prevalente entre as mulheres no Brasil, perdendo apenas para o câncer de pele. Entretanto, se descoberto em estágios iniciais, as chances de cura superam 95%. Por isso, a conscientização e o rastreamento precoce são fundamentais para salvar vidas”, afirmou.
Durante a palestra, Maurilio enfatizou que um dos maiores temores das pacientes que chegam ao consultório é a possibilidade de um nódulo ser maligno. “A pergunta mais recorrente é sempre: ‘Esse nódulo é câncer?’. Estamos aqui para tranquilizar, orientar e garantir que o diagnóstico seja o mais preciso possível. Quando passamos a informação de forma clara, conseguimos acalmar as pacientes e seguir com o acompanhamento necessário para a investigação e tratamento”, pontuou.
O médico ressaltou que a disseminação de informações corretas sobre o câncer de mama é o primeiro passo para combater o medo e garantir um diagnóstico precoce, fundamental para a alta taxa de cura da doença. Além disso, ele pontuou que cerca de 30% dos casos de câncer de mama poderiam ser evitados com mudanças de estilo de vida, como a prática regular de atividade física e a redução do consumo de álcool.
Diagnóstico precoce
Durante a apresentação, Jonatha compartilhou dados preocupantes sobre o impacto do câncer de mama no Brasil e no mundo. Em 2020, foram registrados aproximadamente 2,3 milhões de novos casos da doença, com cerca de 685 mil mortes globalmente. No Brasil, a estimativa para 2023 é de 73 mil novos casos, com aproximadamente 17 mil mortes anuais. “Enquanto os países desenvolvidos apresentam maiores taxas de incidência, os países em desenvolvimento, como o Brasil, enfrentam maiores taxas de mortalidade, principalmente devido ao acesso desigual aos exames de rastreio”, explicou o mastologista.
A mamografia, recomendada para mulheres a partir dos 40 anos, foi apontada como o principal método de rastreamento, capaz de detectar o câncer em estágios iniciais e aumentar significativamente as chances de cura. No entanto, o acesso desigual aos exames, especialmente nas regiões Norte e Nordeste do país, ainda é um desafio. Jonatha ressaltou a importância de observar sinais de alerta, como nódulos persistentes, vermelhidão, mudanças na pele da mama e secreção anormal pelos mamilos, que devem motivar uma visita imediata ao mastologista.
Ao final da palestra, Jonatha reforçou que o Outubro Rosa não é apenas sobre prevenção, mas também sobre apoio, esperança e união. “Cada mulher que enfrenta o câncer de mama é uma guerreira. Estamos todos juntos nessa luta, e o apoio emocional, social e o acesso a recursos adequados são fundamentais para fortalecer essas pacientes”, enfatizou.



