Atividades abordaram prevenção da violência sexual contra crianças e adolescentes e fortaleceram orientações sobre a rede de proteção
Ao longo do mês de maio, a AMA/UBS Vila Império I realizou uma série de atividades educativas em apoio à campanha Maio Laranja, movimento nacional de enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. A iniciativa mobilizou a equipe multiprofissional da unidade para promover conscientização, orientação e fortalecimento da rede de proteção no território.
Como parte da programação, foi realizada uma oficina de gérberas, flor de cor laranja que simboliza a campanha por representar a fragilidade das crianças e adolescentes diante das situações de violência. A atividade serviu como ponto de partida para reflexões sobre a importância da prevenção e da proteção integral desse público.
Reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um grave problema de saúde pública, a violência contra crianças e adolescentes exige ações articuladas entre diferentes setores da sociedade. Com esse objetivo, a UBS desenvolveu atividades educativas nos grupos da unidade e também em ações extramuros, ampliando o alcance das orientações junto à comunidade.
Segundo a psicóloga Cristiane Lopes, é fundamental ampliar o debate sobre o tema e incentivar a população a agir diante de situações suspeitas. “A conscientização é essencial para que as pessoas compreendam a gravidade do abuso e da exploração sexual infantil. Também é importante reforçar que denúncias podem ser realizadas de forma anônima, inclusive quando houver dúvidas sobre os fatos”, destacou.
Durante as atividades, a equipe divulgou informações sobre os canais de denúncia e apoio, como o Disque 100, os Conselhos Tutelares e os Núcleos de Prevenção à Violência (NPV), fortalecendo o acesso da população à rede de proteção.
A programação também incluiu ações voltadas a crianças e responsáveis, com atividades que estimularam o fortalecimento dos vínculos familiares, a observação de mudanças de comportamento e a valorização do brincar como um direito fundamental da infância.




