Higiene Bucal no Hospital Espanhol

Higiene Bucal no Hospital Espanhol

Hoje não é quinta-feira, mas é Dia do Dentista – 25 de outubro e vamos de #tbt temático, para relembrar uma ação ocorrida em março deste ano, no Hospital Espanhol.

Ação humanizada e técnica, como extensão dos cuidados aos pacientes internados e não intubados, no tratamento da Covid.
A boca é porta aberta para infecções e, nesta pandemia da Covid, o cuidado com as mãos, boca e nariz é a maior preocupação. Os pacientes contaminados, num quadro de baixa imunidade, precisam de cuidados de higiene bucal dobrados.

No Brasil, não existe uma Lei Federal que obrigue hospitais públicos a contratar dentistas, mas o INTS, sempre preocupado com a qualidade da assistência prestada, disponibilizou uma equipe de odontologia para o Hospital Espanhol, com duas odontólogas e duas assistentes, para a atenção à saúde bucal dos seus pacientes, durante o último mês de março.

A dentista Áurea Vilas Boas faz parte do Projeto Saúde Bucal do INTS que atua em comunidades do Subúrbio Ferroviário de Salvador, realizando atenção odontológica às crianças das escolas municipais, estava na equipe que atuou no HE e explica: “Prestar Higiene Oral aos pacientes internados com Covid é muito importante para a prevenção de infecções secundárias e até o tempo de internação. A orientação sobre a escovação dentária e a escovação supervisionada são etapas desta visita odontológica que a equipe realiza no leito hospitalar.”

É o INTS levando prevenção e cuidados com a saúde, da comunidade ao leito hospitalar!

 

Internada há sete dias no Hugo, mãe recebe visita do filho de 1 ano e amamenta menino

Internada há sete dias no Hugo, mãe recebe visita do filho de 1 ano e amamenta menino

Dhyenny Vitória, de 17 anos, reencontrou o pequeno Levi Henrique e pôde dar colo, acariciar e diminuir a saudade do filho.

O choro de Dhyenny Vitória Alves, de 17 anos, é de alegria. Após sete dias internada no Hospital de Urgências de Goiás Dr, Valdemiro Cruz (Hugo), a paciente reencontrou o filho Levi Henrique, de 1 ano, na manhã desta quinta-feira,14, na parte externa da unidade e amamentou o menino. A visita foi possível graças ao empenho da equipe multiprofissional do Hugo que oferece aos pacientes um tratamento humanizado que visa minimizar o sofrimento causado pela hospitalização e proporcionar vida, acolhimento e amor.

Mãe e filho nunca tinham ficado separados e o pequeno Levi mamava exclusivamente na Dhyenny. Foi também durante essa semana, que o bebê falou a primeira palavra, mamãe. A criança está sob os cuidados da avó materna, Tânia Cristina. “Não tem sido fácil, o Levi sente muita falta da mãe e à noite piora. Ele mama no peito e só ontem ele aceitou pegar a mamadeira. Todos os dias faço chamada de vídeo, mas, às vezes, fica pior porque eles choram muito. Meu coração de vó fica apertado, toda família sofre junto com essa distância”, disse.

Para realizar este acolhimento para mãe e filho, a unidade se mobilizou para garantir segurança e conforto no encontro. Foi realizada uma avaliação com a equipe assistencial e a psicóloga Mônica Lelis e a assistente social Cristiane Vasconcelos acompanharam a Dhyenny durante a visita. “A família e o bebê não tiveram contato com área assistencial da unidade”, explica Mônica. A psicóloga reitera que a paciente foi orientada pela enfermagem de como tomar o banho e sobre a lavagem da mama para poder amamentar o filho.

Emocionada, Dhyenny revela que à noite a saudade aumenta. “Eu estava com crise de ansiedade por não poder ver o Levi. Tive que pedir ao médico um remédio para poder dormir, pois passo à noite chorando. Foi muito bom poder ver meu filho, pegar ele no colo, acariciar e amamentar”, afirma.

De acordo com a psicóloga Mônica Lelis, a ligação de mãe e filho é muito forte, e a separação causa sofrimento para ambos. “Com a visita humanizada, minimizamos esse sofrimento. Estamos aqui para cuidar da paciente como um todo, nas suas necessidades físicas e emocionais”, destaca.

Dhyenny Vitória Alves deu entrada no Hugo no dia 7 de outubro vítima de um acidente de trânsito. Ela passou por cirurgia na perna direita e está internada na enfermaria. Ainda não há previsão de alta para a paciente.

No Outubro Rosa do Hospital Espanhol, ainda há brilho do Setembro Amarelo

No Outubro Rosa do Hospital Espanhol, ainda há brilho do Setembro Amarelo

A pandemia deixou tudo meio nublado. Mas o calendário colorido de prevenção à saúde continua ativo, mês a mês, lembrando de nos cuidar e de ajudarmos o outro a se cuidar. O mês está cor-de-rosa, com foco na prevenção do câncer de mama. E os reflexos positivos do Setembro Amarelo, dedicado à saúde mental e prevenção do suicídio, ainda brilham nas enfermarias, UTIs e corredores do Hospital Espanhol.

Este ano, com a diminuição acentuada da taxa e ocupação, o cuidado Amarelo ficou mais focado no colaborador. E as ações, organizadas pelo Núcleo de Educação Permanente com o apoio do Serviço de Psicologia, foram bem terapêuticas com rodas de conversas, troca de cartas motivacionais entre os setores e visitas às áreas de trabalho. As rodas, aconteceram no Salão Nobre, onde valiam desabafos e trocas, sob a regra que “o que saia na roda, da roda não sai”. Uma forma de botar para fora e compartilhar o cansaço mental e individual de cada um, neste último ano e meio tenso e intenso de trabalho. As visitas aos setores ocorreram, num trabalho integrado à musicoterapia – ponto forte de terapia do Hospital Espanhol. E à entrega de saquinhos com doces, cartas de incentivo e o panfleto “Abrace a Vida” contendo o poema “Recomeço” de Bráulio Bessa e o telefone de contato do Atendimento Psicológico, disponível para ajuda técnica.

Foram ações positivas plantadas para a saúde mental do colaborador, no mês de setembro, mas que ainda refletem de forma ativa. E que podem e devem ser repetidas ao longo do ano.

“Este é um momento de muitas dificuldades. Nunca foi tão essencial abraçar a vida. Todos nós, soldados da saúde, temos enfrentado dificuldades pessoais e no trabalho. A gente visitar os colegas, nos seus setores, levando um pouco de carinho e amor, é fundamental!” – comentou a enfermeira Gilvânia Silveira, responsável pelo Núcleo de Educação Permanente. À medida que ela ia distribuindo os folders, ia alertando: “Neste folder que estamos entregando, tem o telefone de apoio psicológico ao colaborador, disponibilizado pelo INTS. Quem sentir necessidade de ajuda, mas não se sentir à vontade de ligar direto, procure um colega, procure o nosso Serviço de Psicologia. Mas não se sinta só! Não fique só. Porque não estamos sós.”

Corredores de escutas solidárias

As visitas itinerantes, algumas vezes, se transformaram em corredores de conversas improvisadas. A música relaxa, descontrai e faz muita gente se soltar. Foi o que aconteceu com Ilza Anjos de Jesus, Enfermeira Referência da UTI 3, durante a visita. Abençoada no nome, na profissão e na maternidade. Mãe de Angelina, de 9 anos, e Liz, de 7 anos, que durante a pandemia ficaram um ano longe e têm sentido muito a falta da mãe, externando a saudade. Saudade em dobro que parte o coração de Ilza ao meio. “’Cadê você? Cadê a sua alegria, mãe?… A gente quer você de volta!’ Ouvir isso de uma filha, é muito difícil. Elas já estão de volta à nossa casa, mas eu ainda tenho medo de abraçá-las…” – comenta e lamenta a heroína Ilza de Jesus.

“É extremamente importante que nós, profissionais da saúde, tenhamos consciência de que o cuidado com a nossa saúde mental é essencial para que cuidemos bem dos nossos pacientes. E para isso, precisamos nos cuidar, cuidar do colega e entender que buscar ajuda do psicólogo, do psiquiatra… quando necessário, não há problema algum. Pode ser a solução.” – alerta a médica Dione Tonheiro que também participou de uma roda de conversa espontânea, no corredor da UTI 3.

Fica a dica, de Dra Dione! Para ser praticada no Setembro Amarelo, no Outubro Rosa, no Dezembro Vermelho… e durante o ano todo, cuidando da vida, colorindo os dias cinzentos.

 

Liga Doa Goiás promove Setembro Verde no Hugo

Liga Doa Goiás promove Setembro Verde no Hugo

Ação tem o intuito de conscientizar a população sobre a importância da doação de órgãos e tecidos

A manhã desta quinta-feira, 9, no Hospital Estadual de Urgências de Goiás (Hugo) foi de levar informação, sensibilizar e fortalecer o Setembro Verde, campanha de conscientização sobre a doação de órgãos. Acadêmicas do curso de enfermagem da Universidade Federal de Goiás (UFG), participantes da Liga Doa Goiás, em parceria com a Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes do Hugo (CIHDOTT) colocaram balões verdes nos carros que estavam no estacionamento do hospital e entregaram panfletos informativos sobre a campanha.

A ação faz parte da programação do Hugo para celebrar o Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos, comemorado em 27 de setembro. Para a residente de psicologia e secretária da CIHDOTT,Daniele Cristina Silva, o mês de setembro é significativo para a equipe. “Conscientizar as pessoas sobre a doação de órgãos, falar sobre os mitos e verdades, e assim trabalhar com o significado que pode ter na vida da família do doador e de quem é o receptor. A CIHDOTT aqui no Hugo faz um belo papel, desde a busca ativa dos casos de morte encefálica, até a captação dos órgãos. Nós da psicologia, temos um papel de conscientizar, dar o suporte para a família na entrevista para a doação, e isso é de extrema relevância.”, explicou.

De acordo com Fernanda Manochio Rosa, membro da Liga Doa Goiás, a Liga possui um papel importante durante todo o ano, com a realização de eventos, ações e propagando informações sobre a doação de órgãos. “Reafirmamos o nosso papel enquanto propagadores de conhecimento fazendo diversas ações na tentativa de conscientizar e desmistificar os aspectos relacionados a doação e captação de órgãos. Um simples balão com um adesivo pode ser o pontapé inicial para uma pessoa mudar sua opinião e conversar com sua família sobre esse ato tão nobre”, disse.

Dizer “sim” após a perda de um ente querido pode ser doloroso, mas também pode mudar a vida de milhares de pessoas que esperam por um transplante. A campanha Setembro Verde, realizada ao longo deste mês, tem o intuito de sensibilizar a população para a doação de órgãos e tecidos. Para ser um potencial doador, não é necessário deixar algo por escrito. Porém, é fundamental comunicar à família o desejo de doação.

 

 

 

Estudo de equipe do Hugo sobre doença rara no pé é publicado em revista científica

Estudo de equipe do Hugo sobre doença rara no pé é publicado em revista científica

Artigo descreve tratamento em paciente de 60 anos com schwannoma do nervo plantar medial por ortopedistas do Hospital Estadual de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz

Um estudo de caso sobre o tratamento de um tumor raro nos nervos do pé realizado por profissionais do Hospital Estadual de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz (Hugo) ganhou destaque no Journal Of The Foot and Ankle, revista científica de referência no Brasil e internacional na ortopedia de pé e tornozelo. O artigo “Schwannoma of the medial plantar nerve: a case report” (Schwannoma do nervo plantar medial: um estudo de caso) foi publicado na versão on-line no dia 31 de agosto de 2021.

Assinam o estudo de caso o vice-presidente da Comissão de Residência Médica (Coreme) do Programa de Residência Médica em Ortopedia e Traumatologia do Hugo, Jefferson Soares Martins, e o ortopedista Ademir Freire de Moura Júnior, que foi residente na unidade. Além dos dois profissionais com atuação no Hugo, participaram do estudo de caso Adriano Machado Filho, do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (UFG), e Paulo Victor de Souza Pereira, do Hospital Estadual de Urgências de Aparecida de Goiânia Cairo Louzada (Heapa).

“É um relato de caso de um tumor raro, o shwannoma, que é um tumor das células de Schwann. E que nos nervos do pé é ainda mais raro”, explica o ortopedista Jefferson Martins. Na introdução do artigo científico, os ortopedistas dão detalhes do quão raro é um caso desse tipo de tumor: “Esses tumores são incomuns no pé. Em uma revisão de 32

anos de experiência, apenas 12 dos 104 casos foram localizados no pé. Schwannoma do nervo plantar medial é um raro tumor, com apenas alguns casos na literatura e ainda menos casos de schwannomas estendendo-se medialmente à superfície plantar do pé”.

Trata-se do caso de uma paciente de 60 anos com schwanoma do nervo plantar medial que apresentou queixa de dor por aproximadamente dois anos “e uma lesão dolorosa na região plantar medial do antepé esquerdo e no segundo dedo do pé”. O vice-presidente do Coreme afirma que o Programa de Residência em Ortopedia e Traumatologia do Hugo tem um histórico de produção científica desde sua fundação, em 2006. “Especificamente o grupo do pé na residência, nós publicamos mais de oito artigos científicos vinculados ao Hugo”, destaca.

O ortopedista, que trabalha há 20 anos no Hugo, adianta que em breve será publicado mais um artigo científico realizado por profissionais da ortopedia do Hospital Estadual de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz. O mais recente trabalho foi aceito na Revista Brasileira de Ortopedia.

“O Journal Of The Foot and Ankle é a publicação referência na cirurgia de pé no Brasil”, diz Jefferson Morais sobre a revista científica que publicou o estudo de caso sobre o tumor raro nos nervos do pé. Assim como em outras residências do Hugo, o setor de ortopedia e traumatologia ganha destaque na pesquisa científica com estudos de caso de doenças raras, de acordo com o vice-presidente do Coreme.

https://jfootankle.com/JournalFootAnkle/article/view/1548

 

 

Desenvolvimento de Lideranças do Hospital Espanhol

Desenvolvimento de Lideranças do Hospital Espanhol

No 7º encontro de líderes do HE, em 2021, um balanço dos 16 meses de trabalho

A Educação Continuada é praticada de forma permanente com treinamentos, palestras, e encontros via Zoom, no Hospital Espanhol. Neste processo de aperfeiçoamento profissional constante proporcionado às equipes, existe o Programa de Desenvolvimento de Lideranças, coordenado pela Gerente Administrativa e Financeira, Fabiana Daltro. Os encontros acontecem numa periodicidade quinzenal. No dia 04 de agosto, aconteceu o 7º desde ano e foi conduzido pelo Diretor Geral, Rômulo Cury.

A avaliação dos resultados do 2º trimestre/2021 foi o tema principal deste encontro. Fabiana Daltro abriu a reunião falando da importância e da oportunidade de excelente posicionamento estratégico da Unidade no mercado, considerando ser o HE o maior Centro de Tratamento para Covid, no Estado da Bahia, e único hospital destinado exclusivamente a pacientes Covid. “Todos nós aqui devemos nos empoderar do trabalho realizado de fundamental importância para o momento que vivemos. Nossas forças, ameaças, oportunidades e fraquezas estão sendo conhecidas e trabalhadas. Quanto mais nos conhecermos, melhor resultados alcançaremos juntos” – ressaltou com pertinência, Fabiana Daltro.

O Diretor Geral do HE, Rômulo Cury apresentou os indicadores do último trimestre/2021 que também foram apresentados no Encontro de Governança Corporativa do INTS, realizado em julho passado, em São Paulo, com a participação de gestores de todas as Unidades do Instituto. Rômulo Cury fez ainda uma breve retrospectiva deste período e projetou as ações para um futuro a curto prazo previstas para o HE, adequadas à realidade da pandemia na Bahia. Relembrou a importância da virada de página de imagem do Hospital Espanhol que tanto enfrentou a mídia negativa, no início da sua reabertura, e hoje é considerado referência no modelo de assistência à Covid, sendo vitrine de imagem positiva na área da saúde.

Elane Reis, Gerente de Enfermagem, apresentou metas, indicadores quantitativos e qualitativos e destacou a importância da troca nas relações organizacionais e operacionais entre fornecedores e prestadores de serviços, visando sempre o nosso compromisso com a SESAB, enquanto contratante, e com a população, enquanto consumidora do SUS.

16 meses cuidando e salvando vidas

A trajetória do HE, no decorrer dos seus quase 16 meses de trabalho na pandemia, foi relembrada pelo Gerente Médico, Leonardo Azevedo. A implantação de processos médicos para a assistência no tratamento de uma doença desconhecida foi acontecendo e gerando conquistas. Conquistas práticas e de engajamento das equipes que colocaram o Hospital Espanhol, hoje, num lugar confortável e privilegiado de números e estatísticas bem equiparados ao cenário local e nacional. “Nossa equipe médica está engajada nos nossos desafios” – disse ele. E este engajamento médico cria um elo entre o gerenciamento hospitalar e a assistência, só fortalecendo a qualidade do serviço como um todo.

A médica paliativista Karoline Apolônia também participou do 7º Encontro de Líderes do HE e falou sobre a implantação da Equipe de Cuidados Paliativos. Seus processos, os treinamentos dos profissionais, as práticas paliativas para o paciente e a forma do Hospital se relacionar com os seus familiares, diante de casos graves e muitas vezes irreversíveis.

Fabiana Daltro pediu uma salva de palmas do grupo presente para o próprio grupo, como forma simbólica de celebrar a união, os bons resultados reconhecidos e manter o fortalecimento e engajamento de equipe, no Time HE.